Os nove sinais, do mais barulhento ao mais discreto
O declínio físico se anuncia pelo som e pelo comportamento muito antes de o disco parar de girar. O sintoma de cartilha é o clique: um tique ou batida rítmica vinda do gabinete, significando que a cabeça repete uma leitura que não consegue terminar; um clique suave na ignição é normal, um padrão que se repete não. Depois vêm as travadas: abrir uma pasta leva segundos, o disco fica em 100% no Gerenciador de Tarefas ao copiar arquivos que antes voavam, e a máquina inteira congela quando esbarra num setor danificado.
Os sintomas no nível dos dados são mais discretos, mas a sentença é a mesma: arquivos que não abrem, chegam corrompidos ou somem entre uma reinicialização e outra; um chkdsk que acha setores defeituosos a cada passada; o disco que às vezes some da lista de boot ou do Explorador até um reinício devolvê-lo; e o aviso na inicialização de que o status SMART está ruim. Se dois ou três desses pontos coincidirem, dê o disco como terminal e pare de testar — cada hora de varredura completa é uma hora de cabeças esfregando um prato que está se despedaçando.
- Um clique, tique ou batida que se repete vinda do gabinete — a cabeça retentando uma leitura falha
- Travadas e disco a 100% em operações de arquivo das mais banais
- Arquivos que somem, não abrem ou chegam corrompidos
- chkdsk acha setores defeituosos a cada execução, não uma vez por ano
- O disco some de vez em quando da lista de boot ou do Explorador de Arquivos
- O aviso na inicialização de status SMART ruim — esse sinal não se ignora
O que o SMART conta de verdade
SMART é o diário de bordo do próprio disco, e o Windows quase não mostra nada dele: a imagem completa vem de leitores como o CrystalDiskInfo ou da ferramenta do fabricante. Três atributos pesam mais que os demais: 05 (setores realocados — o disco já mudou dados para fora de zonas danificadas), C5 (setores pendentes — aguardando verificação) e C6 (erros incorrigíveis — leituras falhas para sempre). Dois setores realocados num HD de cinco anos é velhice; um número que sobe mês a mês, ou qualquer crescimento em C5/C6, é uma contagem regressiva. O atributo C7 (erros CRC UltraDMA) é a exceção: costuma apontar um cabo SATA ruim, não um disco ruim.
A ordem certa das operações
Primeiro o backup, todo o resto depois — e os arquivos insubstituíveis são copiados antes de criar uma imagem, porque a imagem lê cada setor, inclusive os moribundos. Copie o mais rápido que puder, pare de gravar dados novos no disco e não rode chkdsk /r, desfragmentação nem utilitários de "reparo" num HD moribundo: eles martelam a superfície que você tenta resgatar. Com os dados salvos, troque o disco — a migração para SSD se apresenta sozinha — e só então passe diagnóstico no velho por curiosidade, não por resgate. E se os dados valem dinheiro de verdade, pare no primeiro clique e leve a um laboratório: cada hora ligado reduz o que eles conseguem recuperar.
Perguntas e respostas
Dá para consertar um HD que está falhando?
Software não conserta física: setores defeituosos são dano material, e os utilitários só os marcam como inutilizáveis. Tire os dados e troque o disco.
Como verifico a saúde do meu HD?
Leia o SMART com o CrystalDiskInfo ou a ferramenta do fabricante e acompanhe os atributos 05, C5 e C6 — a tendência diz mais que qualquer valor isolado.
Veja exatamente o que está incluído antes de comprar.
O teste único de 30 minutos cobre os recursos básicos. Os recursos marcados PRO ficam bloqueados até a ativação de uma licença paga.
Continue lendo
Fale com a gente: [email protected]