Onde os gigas realmente estão
A pegada da Adobe não é uma pasta: são uns cinco ou seis esconderijos separados. O maior costuma ser o de versões antigas — ao atualizar o Photoshop ou o Premiere pelo app do Creative Cloud, a versão anterior pode continuar instalada em Program Files ao lado da nova, e cada uma dessas pastas pesa vários gigas. O segundo lugar é do cache de mídia do Premiere e do After Effects em AppData\Roaming\Adobe\Common, que em máquinas de edição cresce até dezenas de gigas. O cache do Camera Raw e as prévias do Lightroom adicionam as suas próprias pilhas.
Nada disso é mistério quando você olha. O app do Creative Cloud mostra com honestidade as versões instaladas, o local do cache de mídia muda nas preferências do Premiere, e todos os logs e restos de instaladores ficam à vista em AppData. O que importa é saber qual pilha é lixo e qual é trabalho — nisso consiste todo o jogo.
- Versões antigas dos apps — procure em Program Files\Adobe duas versões principais do mesmo programa; desinstale a velha pelo app do Creative Cloud
- Cache de mídia — AppData\Roaming\Adobe\Common\Media Cache Files; pode apagar, o Premiere reconstrói, e o local muda nas preferências
- Cache do Camera Raw — %LOCALAPPDATA%\Adobe\CameraRaw; tem limite nas preferências — defina o limite em vez de caçar a pasta
- Logs dos serviços — registros de Adobe Desktop Service, CoreSync e CCXProcess em AppData, tanto no Roaming quanto no Local
- Prévias do Lightroom — as pastas .lrdata ao lado do catálogo; dados derivados, recriados sob demanda
- A pasta Creative Cloud Files — NÃO é lixo: são seus documentos sincronizados, trate-os como documentos
O que dá para apagar e o que não dá
Caches de mídia, logs, prévias e versões antigas são dados regeneráveis — apague com a consciência limpa. As duas categorias que jamais vão para a vassoura: a pasta Creative Cloud Files (cópias sincronizadas dos seus documentos) e tudo que envolve o catálogo do Lightroom, a família .lrcat. Uma limpeza que engole um .lrcat ou um projeto sincronizado não é limpeza, é perda de dados com etapas extras.
Versões antigas saem pelo desinstalador do app do Creative Cloud, nunca apagando pastas de Program Files na mão — assim licenças e plugins continuam consistentes. Para os caches, prefira os botões nativos quando existirem: as preferências de cache de mídia do Premiere até mostram o tamanho da pasta antes de esvaziá-la. E o que apagar na mão, apague com os apps fechados — serviços rodando recriam arquivos de bom grado no meio da faxina.
Como impedir que volte a crescer
Três ajustes e o problema para de se repetir. Quando o app do Creative Cloud oferecer uma atualização principal, deixe marcada a caixa de remover as versões anteriores. Aponte o cache de mídia do Premiere para um disco que você acompanha de verdade e limite o cache do Camera Raw nas preferências dele. Depois, passe em AppData\Adobe uma ou duas vezes por ano: logs e migalhas de instalador voltam, mas crescem em megas, não em gigas.
É exatamente esse tipo de pegada espalhada, específica de um aplicativo, que limpadores genéricos atacam mal; uma ferramenta que conhece o mapa de restos da Adobe se paga na hora: o Kleaner PRO lista os caches e sobras do Creative Cloud por categoria, e a faxina anual vira revisão de lista em vez de escavação.
Perguntas e respostas
Pode apagar os arquivos do Adobe Media Cache?
Pode — são índices e prévias que o Premiere e o After Effects reconstroem sozinhos; apague pelas preferências de cache de mídia ou a pasta diretamente.
Como removo versões antigas dos aplicativos da Adobe?
Abra o app do Creative Cloud, vá em Aplicativos, ache a versão principal antiga e clique em Desinstalar — nunca apague na mão as pastas em Program Files\Adobe.
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