Retail, OEM e licença digital: o que o usuário doméstico realmente compra
A licença Retail é a de caixinha ou loja: uma chave para um dispositivo por vez, com o direito de levá-la para a máquina nova quando você faz upgrade ou quando a antiga morre. Vinculá-la a uma conta Microsoft transforma a reativação depois de uma troca grande de hardware em rodar o solucionador de problemas — e não em ligar para o suporte. A licença OEM é a mais barata, aquela pré-instalada em notebooks e PCs de marca: ela é soldada à placa-mãe em que ativou pela primeira vez e morre junto com ela. Trocou a placa? Salvo exceção do suporte, é comprar o Windows de novo.
A licença digital, que é o que a maioria das máquinas domésticas roda hoje, não tem chave de produto nenhum. A primeira ativação — um upgrade gratuito, uma compra na loja ou uma chave digitada uma vez — registra um hash do hardware nos servidores de ativação da Microsoft, e a partir daí o Windows simplesmente reconhece a máquina. Vincule a licença a uma conta Microsoft e até a troca de placa-mãe se resolve pelo solucionador de reativação. Mesmo resultado do Retail com menos papelada — por isso as caixas de Windows sumiram das prateleiras em silêncio.
Ativação por volume: KMS e MAK, os dois caminhos corporativos
O licenciamento por volume é um canal à parte para organizações, e seus dois modelos de ativação respondem a problemas diferentes. O KMS — Key Management Service — coloca um host de ativação local dentro da rede da empresa, e os clientes ativam contra esse host em vez de contra a Microsoft. O host só começa a emitir ativações depois de contar pelo menos 5 máquinas clientes — 25 quando servidores estão no jogo —, um limiar deliberado, não uma esquisitice. Cada ativação vale 180 dias, e os clientes tentam renovar em silêncio a cada 7 dias; uma máquina que toca a rede corporativa com regularidade, direto ou por VPN, não percebe o mecanismo em nada.
O MAK — Multiple Activation Key — dispensa o host local: cada máquina ativa uma única vez, direto com a Microsoft pela internet ou por telefone, e depois não precisa de relacionamento contínuo com servidor algum. A moeda de troca é o contador: um MAK carrega um número fixo de ativações, que o administrador acompanha e, quando preciso, amplia pelo Volume Licensing Service Center. Por isso o MAK é a ferramenta para parques pequenos ou espalhados — filiais, notebooks de campo —, e os dois modelos convivem normalmente dentro de um mesmo contrato. O diagnóstico é idêntico em todos os casos: slmgr /xpr mostra se a licença é permanente ou expira, e slmgr /dlv imprime o estado completo da ativação.
Qual tipo de licença serve para quem
Nove em cada dez vezes a escolha foi feita antes de você vê-la: consumidores recebem licenças digitais e adesivos OEM, organizações negociam contratos por volume. Mas se quem escolhe é você — ou administra o que foi escolhido —, o de-para abaixo se sustenta na prática. E quem cuida de um parque em KMS com um licenciamento por volume válido encontra no Kleaner PRO um console que assume a parte rotineira: configurar o cliente KMS nas máquinas do parque a partir de um lugar só.
- PC doméstico comprado montado — OEM: mais barato na entrada, mas a licença acaba junto com a placa-mãe
- Máquina própria ou upgrade frequente — Retail ou licença digital vinculada a uma conta Microsoft: sobrevive às trocas de hardware
- Escritório pequeno sem rede corporativa permanente — MAK: uma ativação por máquina com a Microsoft, sem servidor para manter
- Parque grande numa mesma rede — KMS: a renovação a cada 180 dias acontece sozinha e não consome contador de ativações
- Universidade ou escola — KMS para os laboratórios do campus, MAK para as máquinas fora dele: os dois num contrato só
Perguntas e respostas
KMS é melhor que MAK?
Nenhum é melhor no abstrato — eles resolvem problemas diferentes. KMS encaixa em parques grandes com contato regular com a rede: a renovação é automática e nenhum contador é consumido. MAK encaixa em máquinas espalhadas ou raramente conectadas: cada uma ativa uma vez com a Microsoft e nunca mais precisa da rede corporativa. A maioria dos contratos por volume simplesmente inclui os dois.
Posso usar uma licença por volume em casa?
Não: o licenciamento por volume é um contrato entre a Microsoft e uma organização, não um produto de varejo para uma pessoa física. Máquinas domésticas pertencem a uma licença digital ou a uma chave Retail. O que você pode conferir em casa é o que já está instalado: slmgr /xpr mostra se a licença é permanente ou está com contagem regressiva.
Veja exatamente o que está incluído antes de comprar.
O teste único de 30 minutos cobre os recursos básicos. Os recursos marcados PRO ficam bloqueados até a ativação de uma licença paga.
Continue lendo
Fale com a gente: [email protected]