Onde ele mora e o que anota
O System Resource Usage Monitor escreve tudo no SRUDB.dat, um banco Extensible Storage Engine da mesma família Jet que roda Exchange e Active Directory. Para cada processo, o Windows anota fatias de tempo de CPU, bytes lidos e escritos, tráfego de rede por interface e carimbos de data e hora das sessões, agrupados em blocos de horas e dias. A pasta C:\Windows\System32\SRU é restrita a SYSTEM e administradores, então aplicativos comuns e abas do navegador não espiam lá dentro. O histórico rola por cerca de um mês, às vezes mais dependendo da versão e da carga. Nada disso é exótico: é a fonte de dados de telas que você abre toda semana.
A aba «Histórico de aplicativos» do Gerenciador de Tarefas, a página «Uso de dados» das Configurações e o relatório de bateria por app leem todos esse mesmo banco. O enquadramento honesto: primeiro é um sistema de contabilidade, e só depois uma questão de privacidade. O Windows precisa de estatísticas para mostrar quem drenou a bateria — e o SRU é simplesmente onde elas moram.
- SRUDB.dat em C:\Windows\System32\SRU — um banco ESE, legível apenas com direitos de administrador
- Tempo de CPU por aplicativo, em fatias de horas e dias
- Bytes lidos e escritos por cada programa
- Tráfego de rede por aplicativo e por interface
- Sessões de apps com carimbo de data e hora, inclusive as já desinstaladas
- Cerca de um mês de histórico contínuo numa versão típica
Quem lê — inclusive gente que você não convidou
Para peritos forenses o SRU é um presente: com uma imagem do disco reconstroem quais programas rodaram, quando e com que intensidade, ao longo de semanas. «Fica local» é verdade, mas incompleto: arquivos locais são exatamente o que um ladrão, um técnico curioso ou alguém com cinco minutos e um USB bootável procura. Malware precisa de direitos de administrador para ler — e malware competente costuma tê-los.
O que apagar realmente resolve
Dá para esvaziar a pasta SRU — o mais fácil é pelo ambiente de recuperação, porque com o Windows rodando os arquivos ficam bloqueados — e o sistema reconstrói o banco sem drama. A recompensa é estatística zerada: «Histórico de aplicativos» e «Uso de dados» recomeçam do zero, e só. A coleta não para, o PC não fica mais rápido e as dezenas de outros rastros de atividade que o Windows guarda continuam lá. Se você vai vender a máquina, a única resposta honesta é apagar o disco e reinstalar — não operar o banco na mão. Para a que você fica, o BitLocker é a proteção de verdade: o disco inteiro, SRU incluído, fica ilegível offline.
Perguntas e respostas
O que é o arquivo SRUDB.dat no Windows?
É o banco do System Resource Usage Monitor em C:\Windows\System32\SRU: o Windows anota ali por semanas o uso de CPU, disco e rede por aplicativo — a origem de «Histórico de aplicativos», «Uso de dados» e dos relatórios de bateria.
Posso apagar o banco de dados SRU?
Sim — pelo ambiente de recuperação ou com permissão de administrador — e o Windows o reconstrói sozinho. Isso só zera as estatísticas; a proteção real é a criptografia do disco e, antes de vender, uma instalação limpa.
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O teste único de 30 minutos cobre os recursos básicos. Os recursos marcados PRO ficam bloqueados até a ativação de uma licença paga.
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