O que é o Windows Sandbox e o que ele exige
Tecnicamente é uma VM leve sobre virtualização por hardware, mas parece um aplicativo comum: um Windows imaculado dá boot em poucos segundos, a área de transferência e a internet são compartilhadas com o host, e ao fechar tudo é apagado. Não há imagem de disco para manter, questão de licença ou atualização — cada início parte do mesmo estado limpo.
O preço do conforto é uma lista de requisitos. O recurso só existe no Windows 11 Pro, Enterprise e Education; a edição Home não consegue instalá-lo. E o próprio PC precisa saber virtualizar.
- Windows 11 Pro, Enterprise ou Education — indisponível no Home
- Virtualização ativada na UEFI/BIOS: Intel VT-x ou AMD-V
- Pelo menos 4 GB de RAM, melhor 8 GB
- CPU com no mínimo dois núcleos e 1 GB de espaço livre em disco
- Direitos de administrador para ativar o recurso
Ativando o Sandbox e testando um arquivo
Pressione Win+R, digite optionalfeatures e dê Enter — ou abra Configurações → Aplicativos → Recursos opcionais → Mais recursos do Windows. Na lista, marque Windows Sandbox, confirme e reinicie quando solicitado; o Windows instala junto as bases da virtualização. O mesmo se faz numa linha num PowerShell com privilégios de administrador: Enable-WindowsOptionalFeature -Online -FeatureName "Containers-DisposableClientVM" -All.
Depois do reboot, digite sandbox no menu Iniciar e abra o Windows Sandbox. Copie o arquivo suspeito no host e cole na janela do sandbox — arrastar e soltar não funciona, a área de transferência sim — e execute-o. Observe o que ele faz: o Gerenciador de Tarefas dentro do sandbox (Ctrl+Shift+Esc) mostra os processos, e como a rede vem ativa por padrão o arquivo pode até baixar algo — e você nem liga. Feche a janela, confirme que tudo será descartado, e essa cópia do Windows some como se nunca tivesse existido.
Blindando com um arquivo .wsb — e onde ficam os limites
Para arquivos francamente hostis, corte a rede antes de começar. Crie um arquivo de texto com a extensão .wsb contendo <Networking>Disable</Networking>, salve e dê um duplo clique: o Sandbox então inicia sem internet, e a amostra não consegue telefonar para casa nem escanear sua LAN. O mesmo arquivo pode montar uma pasta somente leitura — um bloco <MappedFolders> com <HostFolder> e <ReadOnly>true</ReadOnly> — ou limitar a memória com <MemoryInMB>4096</MemoryInMB>.
Conheça também os limites. Com a rede ativa, o sandbox compartilha a sua; a área de transferência também é compartilhada por padrão — para o que é realmente suspeito, desative ambas. Um malware determinado ainda pode detectar que roda numa VM e se comportar — para análise séria, nada supera uma VM dedicada offline. Para a pergunta cotidiana “esse instalador de um site qualquer é seguro”, porém, é a resposta honesta mais rápida que existe. E se você acabar testando programas no próprio host, os rastros deles em %TEMP% e AppData são exatamente o que uma ferramenta como o Kleaner PRO varre.
Perguntas e respostas
O Windows Sandbox existe no Windows 11 Home?
Não — ele exige Pro, Enterprise ou Education. No Home, a alternativa viável é uma VM clássica como o VirtualBox.
O Windows Sandbox guarda algo depois que eu fecho?
Não. No instante em que a janela fecha, o sandbox inteiro é descartado: arquivos, mudanças no registro, downloads. Cada início parte de um estado limpo.
É seguro testar malware no Windows Sandbox?
Razoavelmente, com a rede desativada via arquivo .wsb. Lembre-se de que malware sofisticado pode detectar máquinas virtuais; análise séria pede uma VM dedicada offline.
Veja exatamente o que está incluído antes de comprar.
O teste único de 30 minutos cobre os recursos básicos. Os recursos marcados PRO ficam bloqueados até a ativação de uma licença paga.
Continue lendo
Fale com a gente: [email protected]