O que a atualização deixou para trás
Uma atualização de características não remenda o seu Windows no lugar: ela instala uma compilação inteira nova ao lado e depois guarda as peças necessárias para desfazer a operação toda. O Windows.old é o sistema anterior, perfis de usuário inclusos, estacionado na raiz do C: — normalmente entre 20 e 30 GB, às vezes mais. Ao lado ficam os pacotes em C:\Windows\SoftwareDistribution\Download, o cache de distribuição da otimização de entrega, as pastas de instalação como o $GetCurrent e as versões substituídas de componentes dentro do repositório WinSxS. Nada disso é lixo no sentido malicioso: é um seguro de reversão, e tem prazo de validade.
O que passa batido é justamente o prazo: dez dias depois da atualização, o Windows apaga o Windows.old sozinho pela limpeza automática do Sensor de Armazenamento, e o repositório WinSxS vai se aparando aos poucos. Se você aguenta os dez dias, a máquina se limpa sozinha e a única decisão é quando, não se. Limpar antes é legítimo — você perde a opção de voltar atrás, só isso — e os caminhos seguros já vêm embutidos.
A lista de apagamento seguro
Tudo aqui embaixo sai pela própria interface do Windows em minutos, sem mídia de boot e sem exotismo. O último item merece ser decorado, porque é a armadilha.
- Windows.old: Configurações → Sistema → Armazenamento → Arquivos temporários → Instalações anteriores do Windows — ou o item de mesmo nome da Limpeza de disco; tira a reversão e libera a maior parte do espaço
- Limpeza do Windows Update: o item da Limpeza de disco que remove componentes substituídos do WinSxS; tão irreversível quanto apagar o Windows.old, e o maior ganho único em máquinas que encadearam várias atualizações
- Arquivos da otimização de entrega: Configurações → Sistema → Armazenamento → Arquivos temporários → Arquivos de otimização de entrega, ou as opções avançadas da própria otimização — gigabytes no dia da atualização
- $GetCurrent e $WINDOWS.~BT: pastas ocultas de instalação na raiz do C: que sobrevivem a um upgrade bem-sucedido; dá para apagar quando a compilação está estável, embora o Sensor de Armazenamento acabe levando-as de qualquer jeito
- Logs CBS e DISM: C:\Windows\Logs\CBS cresce nos dias pesados de atualização; são logs comuns, apagáveis enquanto nenhuma atualização estiver em curso (alguns ficam presos pelo serviço: esses se deixam quietos)
- A pasta Windows ESD — nunca: o item ESD da Limpeza de disco apaga a imagem de redefinição, e o «Redefinir este computador» perde a capacidade de se reconstruir localmente; a economia de espaço não vale uma redefinição quebrada
A ordem das operações, e quando nem compensa
Faça nesta ordem: confirme primeiro por alguns dias que a compilação nova está estável, apague depois o Windows.old e os caches, e só então rode a limpeza do Windows Update — porque a limpeza de componentes invalida os passos anteriores feitos ao contrário. O comando DISM /Online /Cleanup-Image /StartComponentCleanup faz o mesmo corte no WinSxS sob demanda, para quem prefere a linha de comando. E guarde duas coisas: se a atualização foi um salto grande e restam dúvidas, a janela de dez dias é um seguro barato que você já pagou em espaço de disco; e com os pontos de restauração ativos, o próprio processo de atualização cria e roda os dele — aquele ponto antigo de que você lembra pode ter sumido antes mesmo da sua limpeza.
Perguntas e respostas
É seguro apagar o Windows.old?
Sim, assim que tiver certeza de que não vai reverter: é o Windows anterior, não uma parte ativa do atual. Ele ainda some sozinho dez dias depois da atualização.
Por que o disco C: fica cheio depois de atualizar o Windows?
Windows.old, o cache da otimização de entrega e os componentes substituídos do WinSxS somam com facilidade dezenas de gigabytes. A página de arquivos temporários do Sensor de Armazenamento e a Limpeza de disco recuperam quase tudo.
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